Tipos de Pimentas

Postado em set 17, 2019

TIPOS DE PIMENTAS

As pimentas já são parte fundamental da culinária brasileira. Elas existem em diversos tipos, tamanhos, cores e formatos. Sua principal característica é a ardência que provocam quando consumidas, além das aromáticas que possuem um perfume marcante. O ardor das pimentas é provocado por uma substância chamada capsaicina, e variações genéticas e ambientais, como condições climáticas, influenciam no nível de ardência de cada pimenta. A ardência das pimentas é medida através da Escala de Scoville, desenvolvida pelo farmacêutico Wilbur Scoville para medir o “grau de calor” das pimentas através do Teste Organoléptico de Scoville. Nesse teste a pimenta pura é misturada com uma solução de água e açúcar, e quanto mais essa solução for necessária para diluir a pimenta, mais alta é sua classificação na escala.

Vamos conhecer algumas das pimentas mais famosas no Brasil:

• Pimenta dedo-de-moça:

Essa pimenta é de origem brasileira, e possui um sabor e aroma suaves que a tornam muito popular. Sua versatilidade permite que seja usada em saladas, molhos, frutos do mar e carnes. Além de poder ser consumida em forma líquida, moída, desidratada, em conserva e fresca. Para suavizar o seu sabor, o ideal é utilizá-la em molhos, e ainda, retirar suas sementes que são a parte mais ardida dessa pimenta. A substância capsaicina que dá ardência à pimenta, é conhecida por suas propriedades antioxidantes que auxiliam na prevenção de doenças crônicas do coração, diabetes e câncer. Por ser rica em vitaminas A, B6 e C, também auxilia a neutralizar os radicais livres. O consumo da pimenta naturalmente aumenta a salivação, que estimula a secreção gástrica e facilita a digestão. Além disso, seu consumo eleva a temperatura corporal, aumentando o gasto calórico. Por isso, pode ser considerada um termogênico natural. Por fim, seu consumo ainda provoca a liberação da adrenalina e da noradrenalina, que melhora o ânimo e o nível da atenção das pessoas que a consomem.

• Pimenta biquinho:

Conhecida por possuir menor ardência do que a maioria das pimentas, o que faz com que agrade até mesmo quem não gosta de pimenta, seu aroma marcante é uma de suas principais características. Por isso, é uma boa escolha para quem deseja iniciar no mundo das pimentas. De origem brasileira, essa qualidade de pimenta surgiu recentemente no mercado, quando em 2004 passou a ser produzida pela Emater no estado de Minas Gerais. Desde então, conquistou popularidade entre os brasileiros e hoje pode ser facilmente encontrada fresca ou em conserva. Rica em vitaminas B6, C e K1 é uma excelente opção para controlar as taxas de açúcar no sangue, bem como para evitar e tratar inflamações. Quando madura, possui uma coloração bem avermelhada atribuída ao betacaroteno. Estimula o crescimento saudável dos cabelos, uma vez que aumenta a circulação sanguínea. Também possui as vitaminas A e C que são antioxidantes, tornando-a um excelente alimento para fortalecer a imunidade. Além disso, com o consumo da pimenta biquinho, diversos estudos apontam para uma necessidade reduzida de insulina para pacientes com diabetes.

• Pimenta malagueta:

Famosa por seu ardor intenso, é muito popular e bastante utilizada no Brasil, pois foi uma das primeiras pimentas brasileiras a ser produzida em larga escala. Tem sua origem nas Américas, e foi rapidamente difundida por todo o mundo, chegando aos continentes africano, asiático e europeu. Devido a sua alta concentração de capsaicina, além de seu ardor mais elevado se comparado à maioria das demais pimentas, tem efeitos muito positivos no corpo humano. Alguns estudos apontam que essa substância é capaz de reduzir os níveis de insulina no corpo, reagindo positivamente em casos de doenças como diabetes. A pimenta malagueta é muito fácil de ser cultivada, bastando um solo fértil, regas diárias e luz solar abundante em toda sua folhagem. A colheita normalmente pode ser feita depois de 100 ou 150 dias da germinação da semente.

• Pimenta do reino:

A pimenta do reino ou pimenta preta tem sua origem na Índia. Na época das grandes navegações e descobrimentos marítimos, seu valor era tão alto que foi utilizada como moeda. Hoje em dia é um dos temperos mais utilizados no Brasil e no mundo, sendo largamente utilizada na culinária e na aromaterapia, através dos óleos essenciais. Ela é considerada um nutracêutico, ou seja, um alimento capaz de proporcionar diversos benefícios à saúde, cientificamente comprovados. Sua utilização na medicina alternativa se deve à alta quantidade de ferro, cálcio, zinco, potássio, magnésio, cromo, manganês e vitaminas A e C. Assim sendo, ela possui função antioxidante, pois é capaz de combater os radicais livres, e termogênica, pois causa uma aceleração do metabolismo e favorece o emagrecimento. Além disso, alguns estudos indicam que sua ação anti-inflamatória alivia sintomas de doenças como reumatismo e artrite.

Vale ressaltar que o consumo excessivo de pimenta ou pimentas muito fortes, podem ser prejudiciais ao corpo. Altos níveis de capsaicina no organismo, fazem com que ele produza reações de combate ao ardor, que podem causar sérios desconfortos. Por isso, o consumo de pimentas deve ser feito com moderação.

Os benefícios apresentados nessa matéria não substituem uma consulta ao médico. Antes de iniciar qualquer tratamento, consulte o seu.